quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Carnaval Pagão



Dr.Hiram Aráujo

Livro "Carnaval"

CAPÍTULO II


O Carnaval Pagão

(Do século VII a.C. ao século VI d.C.)

O Carnaval Pagão começa quando Pisistráto oficializa o culto a Dioniso na Grécia, no século VII a.C. e, termina, quando a Igreja adota, oficialmente, o carnaval, em 590 d.C.

O SEGUNDO CENTRO DE EXCELÊNCIA DO CARNAVAL

O Segundo Centro de Excelência do Carnaval localiza-se na Grécia e em Roma, entre o século VII a.C. e VI d.C.. Com as sociedades já organizadas em castas e rígidas hierarquias, com a nobreza, o campesinato e os escravos, nitidamente separados por classes acentuam-se as libertinagens e licenciosidades, provocadas, ao que se supõem, pela necessidade de válvulas de escape ( era o culto ao corpo sem culpa da filosofia escoástica). Sexo, bebidas e orgias incorporam-se, definitivamente, às festas que, juntamente com o elemento processional e a inversão de classes, compõem o modelo que alguns autores consideram o fulcro estético e etimológico do carnaval..


As Dionísias Gregas

Dioniso: de Dio (s), céu, em Trácio e Nysa, filho do céu, também chamado Baco - ambos nomes de origem grega, sendo que Baco aparece pouco mais tarde na literatura grega (em Édipo Rei, de Sófocles - século V a.C.)- tem outros epítetos, como IACO, BRÔMIO e ZAQUEU.

Esses nomes, com o mesmo significado ,surgem em cultos no mundo do Mediterrâneo.

IACO: Grande grito, era o deus que conduzia a procissão nos mistérios de Eleuses (Grécia) com exclamações coletivas de entusiasmo dos peregrinos.

BRÔMIO: Significa “estremecimento, ruído surdo e prolongado”. Era uma espécie de transe que se apossava dos adoradores do deus durante o seu culto.

ZAQUEU: Nome com que Dioniso era conhecido, sobretudo, na Ásia Menor e em Creta. Zaqueu é o grande caçador que aparece em algumas peças de Esquilo, no século VI a.C..

DIONISO, como era mais conhecido, permaneceu por longo tempo confinado nos campos, somente aparecendo, tardiamente, na Pólis de Atenas.

A explicação é dada por Junito de Souza Brandão em sua Mitologia Grega, (pág. 117 e 133): “Viu-se que o deus do êxtase e do entusiasmo, até mais ou menos a década dos anos 50, era considerado como uma divindade que chegara tardiamente à Hélade. Pois bem, a partir de 1952, as coisas se modificam: é a decifração de uma parte dos hieróglifos cretomicênicos por Michael Ventris, segundo se mostram no Volume I, pág. 53 ou mais precisamente, a decifração da linear B, consoante a classificação de Arthur Evans, demonstrou que o deus já estava presente na Hélade, pelo menos desde o século XIV a.C., conforme atesta a tabela X de Pilos. Há de se perguntar por que um deus tão importante, já documentado no século XIV, só se manifesta de forma aparentemente grotesca, no século IX e só a partir dos fins do século VII a.C. tem sua entrada solene na mitologia e na literatura? É quase certo que o adiado aparecimento de DIONISO e sua tardia explosão no mito e na literatura se deveram sobretudo a causas políticas. Com seu êxtase e entusiasmo o filho de Semethe era uma séria ameaça à Pólis aristocrática, à Pólis dos Eupátridas, ao status quão vigente cujo suporte religioso eram os aristocratas deuses olímpicos. Com as características, ora de deus da cultura do vinho e da figueira, ora simbolizado pela Hera e pelos Pinheiros, ora representados pelo bode, Dioniso, o deus da transformação e da metamorfose, que havia sido expulso de Olimpo, todos os anos, chegava à Grécia, aos primeiros raios de sol da primavera, acompanhado de um séquito de sátiros e ninfas sendo saudado pelos fiéis com música, danças, algazarras, vinhos, sexo e também violência que por vezes terminava em tragédia”.
Teria sido PISISTRATO, governante de Atenas (605 - 527 a.C.) o responsável pela oficialização do culto a Dioniso na Grécia.

PISISTRATO além de incentivar o culto a Dioniso entre os camponeses e lavradores organizou oficialmente as procissões dionisíadas onde a imagem do deus Dioniso era transportada em embarcações com rodas (carrum navalis) simbolizando que o deus havia chegado a Atenas pelo mar, puxadas por sátiros (semi deuses que segundo os pagãos tinham pés e pernas de bode e habitavam as florestas) com homens e mulheres nús, em seu interior. Seguindo o cortejo, uma multidão de mascarados, meio a um touro, que depois seria sacrificado, percorria as ruas de Atenas em frenéticas passeatas de júbilo e alegria. A procissão terminava no templo sagrado, o Lenaion, onde se consumava a hierogamia (o casamento do deus com a Polis inteira em procura da fecundação).

A festa em louvor a Dioniso se desdobrava em quatro celebrações, em Atenas: as Dionísias Rurais, as Leneias, as Dionísias Urbanas ou Grandes Dionisias e as Antestérias, se estendendo de dezembro à março.

Estas festas que tiveram grande desenvolvimento no século VI a.C. acabaram por gerar o que se pode chamar “bagunça Dionisíaca”, por isso foram fortemente reprimidas no século V a.C., no auge do desenvolvimento artístico cultural da Grécia (governo de Péricles - 443 - 429 a.C.) quando a cidade foi embelezada por monumentos como Partenon espalhando seu brilho por todo Mediterrâneo. Nesse tempo mudou, inclusive, a excelência grega e a concepção do teatro. O século V a.C. foi o grande período da Grécia Clássica. Entretanto a influência política e cultural somente atingiu seu esplendor no século IV quando Alexandre, o Grande, expandiu as conquistas gregas formando colônia em lugares afastados como o leste do Afeganistão e as fronteiras da Índia. É a chamada época Helenista. Nessa ocasião foi introduzida na Grécia o culto a Isis (vide deusa Isis no Egito).

Em 370 a.C., quando Atenas perde a hegemonia da arte já se pode sentir a penetração do culto a Dioniso em Roma.

As BACCHANTES, sacerdotisas que celebravam os mistérios do culto a Dioniso, nesse tempo mais conhecido como BACO (é com o nome de BACO que Dioniso entrou em Roma, daí alguns estudiosos afirmarem a origem italiana da palavra), ao invadirem as ruas de Roma, dançando, soltando gritos estridentes e atraindo adeptos em número crescente, causaram tais desordens e escândalos que o Senado Romano proibiu as BACANAIS, em 186 a.C..

As Saturnálias Romanas

Saturno, deus da agricultura dos antigos romanos, identificado como CRONOS pelos gregos, pregava a igualdade entre os homens e foi quem ensinou a arte da agricultura aos italianos. Também expulso do Olimpo, Saturno chegava com os primeiros sopros do calor da primavera e era saudado com festas e um período de liberação das convenções sociais. Durante as Saturnálias os escravos tomavam os lugares dos senhores. Não funcionavam os tribunais e as escolas. Os escravos saiam às ruas para comemorar a liberdade e a igualdade entre os homens, cantando e se divertindo em grande desordem. As casas eram lavadas, após os excessos libertários que aconteciam de 17 a 19 de dezembro (no hemisfério norte correspondia à entrada da primavera. Com a reforma do calendário e a inclusão de mais dois meses, julho e agosto, em homenagem aos imperadores romanos Júlio Cesar e Augusto formam empurrados para diante) seguiam-se a sua Purificação com as LUPERCAIS, festas celebradas em 15 de fevereiro, em homenagem ao deus Pã que matou a loba que aleitara os irmão Rômulo e Remo, fundadores de Roma. Os Lupercos, sacerdotes de Pã, saiam nús dos templos, banhados em sangue de cabra e depois lavados com leite e cobertos por uma capa de bode perseguiam as pessoas pelas ruas, batendo-lhes com uma correia. As virgens quando atingidas acreditavam se tornarem férteis e as grávidas, se tocadas, conseguiam livrar-se das dores do parto.
Suetônio conta que no tempo das Saturnais todos os participantes e os escravos podiam dizer verdades a seus senhores indo até ao extremo de ridicularizá-los do jeito que bem entendessem.

O filósofo alemão (FRIEDRICH) NIETZSCHE - 1844-1900 - em sua obra, O NASCIMENTO DA TRAGÉDIA, a respeito de DIONISO e APOLO, deuses opostos, entre o cáos e a ordem, faz um belo estudo sobre estes “mitos” e suas influências na vida humana, que regulam o equilíbrio entre as forças antagônicas e permitem um viver mais adequado. Para NIETZSCHE a arte é a única justificativa possível para o sofrimento humano, por isso combate a moral cristã que lhe parece fruto do ressentimento de frustados. Anticristão e ateu o escritor exalta a vontade de poder do grande indivíduo (super homem).
Justificando o posicionamento de NIETZSCHE, José Guilherme Merquior, em “Saudades do Carnaval” diz: “é fácil calcular a intensidade dos inconvenientes dessa atitude anti-natural quando a civilização racionalizada da Idade Moderna suprimiu justamente os pulmões carnavalescos da cultura. O Cristianismo da sociedade industrial, a religiosidade do tempo de NIETZSCHE não só havia negado e sufocado toda válvula orgiástica - toda composição sistemática com erros e carisma - como virara franca ideologia da sublimação ressurgida das massas aburguesadas , era nesse contexto, que a moral da renúncia significa repressividade absoluta, e repressividade doentia, “indecorosa” para usar a expressão do anti-cristo. O ascetismo vitoriano, a serviço da massificação repressiva, da “redução à mediocridade”, de todas as dimensões morais do homem eis o que levou NIETZSCHE a um desmascaramento indignado do cristianismo”.

A visão de NIETZSCHE sobre o carnaval, em confronto com a do historiador e filósofo russo MIKHAIL BAKHTIN se aproximam, quando consideram a festa um rito coletivo onde foliões fantasiados e mascarados se transformam num “outro”, numa espécie de efeito catártico regulador do equilíbrio social.
O Carnaval é uma trégua, um alívio da hipocrisia social e do medo do corpo.

Preservando direitos autorais:
http://liesa.globo.com/por/08-historiadocarnaval/historiadocarnaval-capitulo2/historiadocarnaval-capitulo2_principal.htm

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Somos bacantes em uma festa da carne.
E se é para aliviar a hipocrisia social e despir o medo, que seja de uma forma bem Maldita, não é mesmo?

Beijos cálidos
)O(

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Valanches!


Olá Malditas!
Em meio às minhas ''limpesas'' no pc, achei várias fotos legais. Uma delas é esta que postei. Praticamente um ano atrás, no dia 27.01.2007 no nosso querido e sempre lembrado Valanches! Mais uma vez estão QUASE todas! Lembro que a NEBULOZZA tocou lá nesse dia! Tava quente pra caralho!
Pois é! É isso! sqiwhdiqwhrq
Que venha o carnaval!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Uma sede em cada sombra.



Só na sede a sede cede.





Slogam da Sociedade dos Amigos de Porto Alegre
q casa muito bem com nossos desejos.



Beijos venenosos

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Um dia no UTZ...


Olá Malditas!
Creio que o UTZ foi um dos lugares que mais reuniu Malditas em diversas ocasiões!
Por isso, resolvi colocar esta foto do aniversário do Tuta (17.11.2006). Dia que, pelas minhas lembranças, reuniu quase todas as atuais e quem sabe talvez um dia futuras Malditas.
Claro, na foto não aparecem todas e tem vários ''intrusos'', mas toda vez que olho penso em hipóteses diferentes para o que as pessoas pensavam na hora. Lembro que estavam lá nesse dia Rita, Thata e Majô (atuais na época) e Paola, Helena, Bruna, Débora e eu (futuras Malditas que nem sonhavam em ser convidadas)... Além dos que não lembro, respectivos, amigos e afins!
Bom, eu gosto da foto e acho ela por si só engraçada!
Era isso e até a próxima meninas!

Primeira reunião






Primeira reunião, com algumas gatas pingadas.
Dois sábados atrás.
Majô

Bruna

Deh
eu

Alê
[faltou a Ana Maria]
Não tenho fotos q apareçam todas as Malditas, no encontro, sábado passado. Helena? :)

aguardando novos capítulos

Deixo um texto venenoso de uma Diva [e com certeza Maldita].. Espero que gozem! ops! Gostem!
Küsses


"Para quem me odeia

Eu te amo. E não seria metade do que sou sem você, juro. É seu ódio profundo que me dá forças para continuar em frente, exatamente da minha maneira.
Prometa que nunca vai deixar de me odiar ou não sei se a vida continuaria tendo sentido para mim.
Eu vagaria pelas ruas insegura, sem saber o que fiz de tão errado. Se alguém como você não me odeia, é porque, no mínimo, não estou me expressando direito.
Sei que você vive falando de mim por aí sempre que tem oportunidade, e esse tipo de propaganda boca a boca não tem preço.

Ainda mais quando é enfática como a sua - todos ficam interessados em conhecer uma pessoa que é assim, tão o oposto de você.
E convenhamos: não existe elogio maior do que ser odiado pelos odientos, pelos mais odiosos motivos.
Então, ser execrada por você funciona como um desses exames médicos mais graves, em que "negativo" significa o melhor resultado possível.
Olha, a minha gratidão não tem limites, pois sei que você poderia muito bem estar fazendo outras coisas em vez de me odiar - cuidando da sua própria vida, dedicando-se mais ao seu trabalho, estudando um pouco.
Mas não: você prefere gastar seu precioso tempo me detestando. Não sei nem se sou merecedora de tamanha consideração.
Bom, como você deve ter percebido, esta é uma carta de amor.
E, já que toda boa carta de amor termina cheia de promessas, eis as minhas:
Prometo nunca te decepcionar fazendo algo de que você goste. Ao contrário, estou caprichando para realizar coisas que deverão te deixar ainda mais nervoso comigo.
Prometo não mudar, principalmente nos detalhes que você mais detesta. Sem esquecer de sempre tentar descobrir novos jeitos de te deixar irritado.
Prometo jamais te responder à altura quando você for, eventualmente, grosseiro comigo, ao verbalizar tão imenso ódio. Pois sei que isso te faria ficar feliz com uma atitude minha, sendo uma ameaça para o sentimento tão puro que você me dedica.
Prometo, por último, que, se algum dia, numa dessas voltas que a vida dá, você deixar de me odiar sem motivo, mesmo assim continuarei te amando. Porque eu não sou daquelas que esquece de quem contribuiu para seu sucesso.
Pena que você não esteja me vendo neste momento, inclusive, pois veria o meu sincero sorrisinho agradecido - e me odiaria ainda mais.
Com amor, da sua eterna."
Fernanda Young.

Malditas também é esporte


Malditas também praticam esportes! E não é só halterocopismo, não! Tem umas loucas que correm atrás de uma bola de vez em quando... hehehe

Nosso futibas massacration maldito é show de bola! De bola na cara, de bola fora e de tombos sem bola! Mas a gente se diverte! E a Alemos nos salva do desastre total! Troféu bola cheia pra ela!



Na foto, malditas esportivas, malditas simpatizantes e amigos das malditas. Reparem na Rita, com pose de pagodeira metaleira... E o Richard com uma pose super fashion... Eu mereço! Hhehhe

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Arraiá das Malditas


Antes de qualquer outra coisa, Feliz 2008 pras malditas e pros visitantes do blog.

8 é par e números pares são bons, entonces...blz!
^^
Foto editada por mim mesma sozinha de myself.
auhahua
O Arraiá foi ótimo, muito quentão, pipoca, rock na veia e as Malditas, anexos, simpatizantes, namorados e convidados bummmbaram, diggoooo.

XD

Alguém me lembra que noite foi? Final de junho?

E Benditas sejam as Malditas, terceiro ano "atazanando" por aí.

Bjo

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Ano Novo - êeeeeeeeee


Oiiiiiiii
Foto antiga pra relembrar bons tempos!!
Feliz 2008!!
Malditas forever!!!!

Bastião vamos estar presentes né!!? hehehe

Besos

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

As Malditas Official


E aí galera..
abrimos o blog das malditas com uma fotinho do último carnaval..
foi na concentração na casa da Deh antes da festa na Sociedade de Leituras..
o legal foi a produção .. com certeza mais de meia hora de muita maquiagem e cabelo..hauhauhau.. muito bom!!!

Então é isso.. peço para as malditas que tiverem fotinhos inéditas que passem para a gnte postar..


Valew..


Feliz 2008 a todos!!!
E que venha o Carnaval maldito!!!